Mostrar mensagens com a etiqueta histórias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta histórias. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O que te inspira?


“Os contos servem para adormecer as crianças e para despertar os adultos.”
Hans Christian Andersen

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Quando o nosso valor é medido pelos números


"Um aluno chegou ao seu professor com um problema:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada.
Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota.
Como posso melhorar?
O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor sem olhá-lo, disse-lhe:
- Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudar-te, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:
- Se me ajudares, eu posso resolver o meu problema com mais rapidez e depois talvez te possa ajudar a resolver o teu.
- Claro, professor, gaguejou o jovem, sentindo-se outra vez desvalorizado.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao aluno e disse:
- Vai até o mercado. Deves vender este anel porque tenho que pagar uma dívida.
É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceites menos que uma moeda de ouro. Vai e volta o mais rápido possível.
O jovem pegou no anel e partiu.
Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até ao momento em que ele dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável ao ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma peça de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, decidiu regressar. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação do seu professor e assim podendo receber a sua ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
Importante o que me disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. E disse-lhe :
-Vais agora até ao joalheiro. Quem melhor para saber o valor exacto do anel? Diz-lhe que queres vender o anel e pergunta quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o vendas. Regressa com o meu anel!
O jovem foi até ao joalheiro e deu-lhe o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que tinha acontecido.
- Senta-te, disse-lhe o professor e depois de ouvir tudo que o jovem contou, disse-lhe:
- Tu és como esse anel, uma jóia valiosa e única, que só pode ser avaliada por um especialista. Pensavas que qualquer um podia descobrir o teu verdadeiro valor?
E dizendo isto voltou a colocar o anel no dedo.
Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
Repensem o vosso valor!"

História retirada do blog: http://docerefugio.blogs.sapo.pt/29057.html



"Quando sabemos o nosso valor, não é qualquer coisa que nos satisfaz e muito menos, qualquer coisa que nos atinge!"

Retirado da internet

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A história do Lápis



O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?


A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. 
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo. 

“Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade”.

“Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas lhe farão ser uma pessoa melhor”. 

“Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça”. 

“Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você”.

“Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação”.

Texto retirado daqui

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fazer o bem e não olhar a quem!




Uma história sobre fazer sempre o seu melhor!

Há funcionários que por acharem que ganham mal, trabalham mal. Mas há outros que mesmo ganhando pouco fazem muito e fazem bem feito. Não pelo salário que ganham, mas pelo prazer e porque querem crescer. Para esses sempre aparecem oportunidades, pois sempre alguém estará observando.

Esta história correu o mundo: Numa noite tempestuosa, há muitos anos atrás, um senhor de certa idade e sua esposa entraram no saguão de um pequeno hotel na Filadélfia. O homem levou a esposa até uma poltrona, e depois se dirigiu à recepção. Por favor, vocês teriam um lugar para nós?

Ele disse: “Todos os grandes hotéis da cidade estão cheios”. O funcionário explicou que, como se realizavam três convenções na cidade, não havia nenhum quarto disponível em nenhum lugar. Todos os nossos quartos também estão cheios - disse ele.
Todavia, não posso deixar um casal simpático como vocês sair na chuva a uma da manhã. Estariam dispostos a dormir no meu quarto? O homem replicou que não gostaria de privá-lo de seu quarto, mas o recepcionista insistiu: Não se preocupe, eu me viro.
Na manhã seguinte, ao pagar a conta, o senhor disse ao rapaz: Você é o tipo de pessoa que deveria gerenciar o melhor hotel do país. Talvez um dia eu construa um para você. O rapaz olhou para o casal, e sorriu. Os três acabaram rindo muito.
Dois anos se passaram, e o rapaz já se esquecera do fato, quando recebeu uma carta daquele senhor. Nela ele relembrava a noite de tempestade, e incluía uma passagem de ida e volta à Nova Iorque.
Quando o rapaz chegou à Nova Iorque, o homem levou-o à esquina da Quinta Avenida com a Rua Trinta e Quatro, e apontou para um enorme prédio, um verdadeiro palácio de pedras avermelhadas com torres e vigias, como um castelo de fadas.
Esse é o hotel que acabei de construir para você tomar conta. - O senhor deve estar brincando - falou o jovem, sem saber se devia ou não acreditar nas palavras do homem. - Não estou brincando - respondeu o homem com um sorriso travesso. O jovem lhe perguntou: - Afinal de contas, quem é o senhor?
Meu nome é William Waldorf Astor. Estamos dando ao hotel o nome de Waldorf Astoria, e você vai ser seu primeiro gerente.
O nome do rapaz era George Boldt, e essa é a história de como ele saiu de um pequeno e medíocre hotel em Filadélfia, para tornar-se gerente do que era então o hotel mais chique e elegante do mundo.
Waldorf Astor sabia que a bondade demonstrada por ele fora espontânea, sem pensar em tirar qualquer proveito dela.
O recepcionista – que certamente recebia apenas um modesto salário – ajudara um estranho por perceber sua real necessidade. Estava cedendo seu quarto ao homem mais rico dos Estados Unidos.
Com o seu gesto e sua atitude ele ganha não apenas um cargo de alto valor financeiro como a amizade de um dos homens mais influentes nos Estados Unidos na época. Lembrei-me da frase do Mestre: “Fazei o bem e não olhai a quem”.

Se você fosse o recepcionista desse hotel, como teria atendido este homem? Reflita comigo, de mil funcionários quantos fariam como ele fez?

Pense nisso, dê o seu melhor, não importa qual trabalho você faz. Alguém com certeza irá notar.



Fonte: desconheço autoria, texto a circular na internet.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

E esta ehmm?



Na época em que uma pessoa endividada podia ser atirada para a prisão, um mercador londrino teve o azar de dever enorme soma de dinheiro a um agiota. Este, que era velho e feio, encantou-se pela jovem e linda filha do mercador. Propôs então um acordo. Disse que cancelaria a dívida do mercador se pudesse desposar-lhe a filha. Tanto o mercador quanto a filha ficaram horrorizados. (…)

Aí o esperto agiota propôs que se deixasse a solução do caso à Providência. Disse-lhes que colocaria um seixo preto e outro branco dentro de uma bolsa de dinheiro vazia e a jovem deveria então retirar um dos seixos. Se retirasse o seixo preto, tornar-se-ia sua esposa e a dívida de seu pai seria cancelada. Se retirasse o seixo branco, permaneceria com o pai e mesmo assim a dívida seria cancelada. Mas, no caso de ela se recusar a retirar um seixo, o pai seria atirado para a prisão e ela morreria de fome. O mercador concordou relutantemente. (…)

O agiota inclinou-se para apanhar os dois seixos, e ao fazê-lo foi visto pela jovem (…) a apanhar dois seixos pretos e a colocá-los na bolsa do dinheiro. Ele pediu então à jovem que escolhesse o seixo que indicaria não só a sua sorte como também a de seu pai.

Nesse momento, a jovem pensou em 3 hipóteses para resolver aquela situação:

A primeira hipótese seria recusar-se a retirar um seixo, mas assim, o pai iria para a prisão e ela morreria de fome.

A segunda hipótese seria ela denunciar o agiota como impostor, pois na bolsa estavam dois seixos pretos.

Por fim, em terceiro lugar, a opção seria ela retirar um seixo preto e sacrificar-se a fim de salvar o pai da prisão.

Porém, ela optou por uma outra quarta solução. Ela meteu a mão na bolsa e retirou um seixo. Porém, antes de olhá-lo, desajeitada, deixou-o cair no caminho, onde logo se perdeu no meio dos outros.

— Oh, que desastrada sou — disse ela — mas não tem importância, pois se olhar para dentro da bolsa poderá dizer, pela cor do seixo restante, qual o que escolhi.

Como o restante era, evidentemente, preto, ela só poderia ter escolhido o branco, pois o agiota não ousaria revelar a sua falta de honestidade.

Fonte: história de Edward de Bono para explicar o conceito de pensamento divergente, criatividade.

Cativa-me...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O poder transformador das metáforas…



Muitos de nós aprendemos sobre o poder da metáfora e das histórias pela leitura de poesia e ficção. Os bons autores conhecem-no bem. Ao usarmos das metáforas, dizemos que alguma é especial. Em sentido literal a metáfora não é verdadeira, mas o que nos revela é algo absolutamente verdadeiro. As metáforas são em verdade histórias muito poderosas.
Jerome Bruner, em ActualMinds, Possible Worlds, afirma que a metáfora, como a história, é o combustível da mente que busca a solução de problemas. “A história da ciência está repleta de metáforas. São muletas que nos ajudam a subir uma montanha abstracta. Depois de a subirmos, jogamo-las fora ou as escondemos em favor de uma teoria formal e lógica que (com sorte) poderá ser afirmada em termos matemáticos ou quase matemáticos.”
Saber, sentir e agir não são coisas que possamos separar, sustenta Bruner. Nós percebemos, sentimos e pensamos simultaneamente, ou seja, percepensamos. Separá-los é “o mesmo que estudar os planos de um cristal isoladamente, perdendo de vista o cristal que lhes dá existência”.
As histórias são uma forma de conhecimento, não apenas de diversão. Bruner afirma que as histórias podem ser mais convincentes do que as informações. Ele mergulha na terra incógnita da mente que conta histórias. As histórias, ressalta, pressupõem intenção. E os seres humanos naturalmente têm intenções, mesmo quando não pretendem tê-las.
Ele reuniu um corpo impressionante de dados dos anais da psicologia e da sociologia como prova do papel das expectativas. Este livro inteligente e erudito representa um repositório impermeável para a natureza crítica de nossas expectativas perante nós mesmos e os outros. “A função derradeira das profecias não é a de predizer o futuro, mas a de construí-lo.”
Quando dizemos “Johnny corre rápido”, o que dissemos que alguém, excepto a mãe de Johnny, é capaz de lembrar? Mas quando dissemos que “Johnny corre como um antílope”, empregamos uma memorável imagem totémica com que podemos rotular a noção que temos da velocidade de Johnny. Caso dissemos, porém, que “Johnny é um antílope”, o eternizaríamos por vinculá-lo aos cervos que habitam as profundezas da floresta do inconsciente primal.

Fonte: O Livro de Pragmágica, de Marilyn Ferguson, Nova Era/Record, Rio de Janeiro, 1994