segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Longa travessia começa com o 1º passo




Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, 
que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos 
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la, 
teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos. 
(Fernando Pessoa) 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Qual é a melhor perspetiva para ti?

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Uma profissão deve ter as tarefas muito bem definidas ou uma profissão deve estar aberta a aceitar outras tarefas que são habitualmente típicas de outras profissões?

Por exemplo, é esperado que um médico desempenhe as seguintes tarefas: atender doentes, prescrever receitas médicas, fazer cirurgias, analisar exames médicos, realizar pequenas intervenções médicas e cirúrgicas. Mas será esperado que este médico limpe o consultório médico, sirva cafés aos doentes, atender o telefone do consultório para fazer as marcações das suas próprias consultas, levar o correio entre hospitais, etc?

Outro exemplo, é esperado que um rececionista de hotel faça as seguintes tarefas: receber os clientes na entrada do hotel, fazer check-in, fazer o check-out. Mas será esperado que o rececionista faça a limpeza dos quartos, sirva os pequenos almoços, sirva no bar do hotel, vá comprar pão?

É verdade que em empresas pequenas, como existem poucos colaboradores, estes têm de ser flexíveis para fazer um pouco de todas profissões, trabalhos necessários à continuidade da empresa. Enquanto nas empresas grandes, como existem mais colaboradores, é exigido que cada um tenha o seu papel bem definido e que não colida com o colega do lado.

Cada situação tem vantagens e desvantagens e vai depender de pessoa para pessoa e dos seus próprios valores e objetivos de carreira.

Qual é a melhor perspetiva para ti?

Autoria: Sandra Mendes

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Que futuro teremos?


Nos últimos tempos temos assistido a uma avalanche de migração de pessoas oriundas de África para a Europa. A Europa enfrenta o aumento da população ativa, nomeadamente pessoas com hábitos e culturas diferentes, com escolaridade que terá de ser ajustada às necessidades do país de residência.

Simultaneamente, a Europa enfrenta outros grandes desafios que dificilmente tem conseguido resolver satisfatoriamente: a crise, a recessão económica, o aumento do desemprego, o aumento da instabilidade laboral, o aumento da criminalidade, a desertificação da zona rural, o aumento da população idosa, a diminuição da natalidade, a falência da segurança social portuguesa, a queda e descredibilização das hierarquias e autoridades, a crise de valores. E muito mais...

Por tudo isto, isto merece uma reflexão cuidada.

Como a Europa vai articular a questão da "migração" com as outras questões existentes?

Como será Portugal daqui a 10 anos, daqui a 20 anos?

Se a natalidade continuar a diminuir, possivelmente será necessário:
- encerrar mais escolas;
- os produtos (roupa de bebé) e serviços relacionados com as crianças e os jovens (infantários, ATL, centros de explicações) serão mais reduzidos mas possivelmente mais caros.

Se a população idosa continuar a aumentar, possivelmente será necessário:
- mais lares e residências de idosas, serviços de saúde (hospitais, termas, tratamentos médicos);
- mais serviços de lazer e turismo para esta população (excursões, bailes, eventos, procissões, jantares de convívio);
- mais produtos e serviços para prolongar a longevidade e garantir a qualidade de vida (suplementos de cálcio, alimentação saudável, exercício físico, residir próximo dos serviços de saúde);
- mais serviços de carreira para a 2ª metade da vida (orientação vocacional, flexibilidade do trabalho, trabalho em part-time).

Se a população ativa continuar a aumentar nomeadamente com o aumento de pessoas emigrantes, possivelmente será necessário:
- aumentar as ferramentas de acolhimento e de integração (cursos de língua portuguesa, centros de apoio aos emigrantes, tradutores, políticas e programas de apoio aos emigrantes);
- aumentar o número de empregos;
- aumentar o número de pessoas de segurança pública.

Por outro lado, existem outros indicadores animadores em Portugal: o aumento do número associado ao Turismo (número de turistas que visitam Portugal, etc.), o aumento das exportações dos produtos portugueses (vinho, calçado).

Artigo por concluir. Autoria de Sandra Mendes

domingo, 16 de agosto de 2015

A mesma água nunca passa duas vezes por baixo da mesma ponte



É bom estar de volta.
É incrível como não ter computador, pode-nos fazer refletir sobre a importância que este tem na nossa vida.
É certo que as pequenas coisas da vida é que dão significado à vida, tais como por exemplo: ver alguém sorrir, encontrar uma coisa que julgávamos perdida, reencontrar um parente ou amigo que não víamos há muito tempo, receber um presente que não estávamos à espera, caminhar num jardim, beber água fresca, respirar ar puro, etc...
Mas a tecnologia já ocupou um espaço tão grande nas nossas vidas. Para desempenharmos certas tarefas, a internet e o computador são necessárias. E quando não os temos é que damos valor a estes aspetos que nos pareciam garantidos até ao momento que os perdermos.
Sem dúvida, quando perdemos algo, o significado desse algo na nossa vida transforma-se, transformando por sua vez, a nossa perceção da vida e a nossa forma de viver. Nunca mais voltamos a ser a mesma pessoa, não voltarmos a olhar para as coisas e as pessoas da mesma forma, não voltamos a comportar-nos da mesma forma.
Tudo pode ter voltado a ser igual como antes, mas nós nunca mais seremos as mesmas pessoas, logo nada será igual como antes.

Autoria: Sandra Mendes


"A mesma água nunca passa duas vezes por baixo da mesma ponte."
Heráclito