terça-feira, 26 de maio de 2015

Crenças limitadoras



"Como escolhe ver o mundo exterior: com lentes da confiança ou com lentes do medo?"

Confiança = "ter fé"



Técnicas de Coaching para desarmar as crenças limitadoras:
Pergunte quais são as evidências - baseado em que situações concretas a pessoa pensa assim? Isso pode ajudar o cliente a perceber que criou uma regra geral a partir de alguma situação específica. "Que evidências tem de que isso é realmente assim?"

Pergunte o que ele ganha e o que ele perde se tentar fazer algo e não conseguir. - Compare tudo isso com as vantagens e desvantagens de não tentar nada, de permanecer onde está. Pode ser que o cliente se dê conta que mesmo o fracasso em alguma iniciativa é preferível ao estado de inércia que ele vive agora; afinal de contas um fracasso vai lhe dar subsídios (ele descobre o que não funciona) para tentar de novo com outra estratégia!


A metáfora do Agricultor - Confiança e Medo

Uma metáfora muito boa para compreender o que é a confiança é a atitude do agricultor: ele diligentemente trabalha a terra e planta as sementes; zela diariamente pela sua plantação, e espera tranquilamente que a natureza faça todo o restante, provendo chuva no tempo certo e sol no tempo certo. Quando isso ocorre vem a colheita; quando isso não ocorre todo o trabalho é perdido. Se o agricultor decidir sentir medo vai ser a mais sofredora das criaturas, pois até um dia antes da colheita uma tempestade pode destruir tudo que plantou. Não há certezas, absolutamente; em lugar disso ele simplesmente confia.
Fonte: Esoterikha

A lembrança de ouro - Técnica de coaching para resgatar a autoestima

Um exemplo: uma demanda muito comum em sessões de Life Coaching (Coaching de Vida)  são as queixas de baixa autoestima e desmotivação; o cliente não se acha capaz de tomar iniciativas ou enfrentar novos desafios. O coach então estimula o cliente (também chamado de coachee) a voltar no passado e lembrar-se de algum momento de sua vida em que ele tivesse se sentido motivado e capaz de enfrentar desafios. É normal que o coachee ofereça alguma resistência inicial dizendo que nunca teve momentos dessa natureza em sua vida; isso pode ser contornado com pequenas mudanças de perspectiva: se estamos trabalhando questões profissionais, por exemplo, recorrer a alguma recordação da vida pessoal (ele está com o foco muito negativo em relação a sua vida profissional no momento).
Quando o coachee resgata alguma recordação importante é muito fácil perceber isso por suas respostas corporais: ele sorri, o corpo relaxa; seu "astral" muda. É importante aprofundar a indução nestes momentos e estimula-lo a "sentir" como ele era neste determinado momento de sua vida, a resgatar as emoções e os pensamentos que tinha então. Tudo isso constitui o que chamamos de uma "lembrança de ouro" do cliente, e que pode ser usado em diferentes formas de ancoragem. É um exercício que permite ao cliente perceber que essas capacidades do passado estão latentes dentro de si, que basta aprender a "acessá-las"; é um importante recurso para lidar com crenças limitantes.

Fonte: Esoterikha
Outra fonte inspiradora: Esoterikha


sábado, 16 de maio de 2015

Ensinem os filhos a falhar


"... O processo de humanização começa pelo entendimento de que jamais haverá a satisfação completa. É esse o curso saudável das coisas. Se os pais boicotam esse processo, podem estar cometendo um erro." - Jean-Pierre Lebrun
Nos últimos 30 anos, a ideia dos pais como senhores do destino dos filhos vem desabando progressivamente. As consequências disso não são necessariamente ruins, como explica o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun, uma das principais referências na Europa no estudo sobre mudanças nas relações entre pais e filhos. Mas, para tanto, é preciso aprender a negociar com os filhos mantendo a autoridade. Leia abaixo os principais trechos da entrevista que Lebrun concedeu à revista Veja quando no Brasil para o 3º Encontro Franco-Brasileiro de Psicanálise e Direito.

Por que os pais hoje têm tanta dificuldade de controlar seus filhos?
Jean-Pierre Lebrun:
 Isso é reflexo da perda de legitimidade. Até pouco tempo atrás, a sociedade era hierarquizada, de forma que havia sempre um único lugar de destaque. Ele podia ser ocupado por Deus, ou pelo papa, ou pelo pai, ou pelo chefe. Isso foi se desfazendo progressivamente, e o processo se acentuou nos últimos trinta anos. Hoje, a organização social não está mais constituída como pirâmide, mas como rede. E, na rede, não existe mais esse lugar diferente, que era reconhecido espontaneamente como tal e que conferia autoridade aos pais. As dificuldades para impor limites se acentuaram, causando grande apreensão nas pessoas quanto ao futuro de seus filhos.
Existe uma fórmula para evitar que os filhos sigam por um caminho errado?
Jean-Pierre Lebrun: 
É preciso ensiná-los a falhar. Uma coisa certa na vida é que as crianças vão falhar, não há como ser diferente. Quando os pais, a família e a sociedade dizem o tempo todo que é preciso conseguir, conseguir, conseguir, massacram os filhos. É inescapável errar. Todo mundo, em algum momento, vai passar por isso. Aprender a lidar com o fracasso evita que ele se torne algo destrutivo. Às vezes é preciso lembrar coisas muito simples que as pessoas parecem ter esquecido completamente. Estamos como que dopados. Os pais sabem que as crianças não ficarão com eles a vida inteira, que não vão conseguir tudo o que sonharam, que vão estabelecer ligações sociais e afetivas que, por vezes, lhes farão mal, mas tentam agir como se não soubessem disso. Hoje os filhos se tornaram um indicador do sucesso dos pais. Isso é perigoso, porque cada um tem a sua vida. Não é justo que, além de carregarem o peso das próprias dificuldades, os filhos também tenham de suportar a angústia de falhar em relação à expectativa depositada neles.
Falando concretamente, como é possível perceber essa diferença no comportamento das famílias hoje?
Jean-Pierre Lebrun: 
A mudança é visível. Na Europa, por exemplo, quando um professor dá nota baixa a um aluno, é certo que os pais vão aparecer na escola no dia seguinte para reclamar com ele. Há vinte, trinta anos, era o aluno que tinha de dar satisfações aos pais diante do professor. É uma completa inversão. Posso citar outro exemplo. Desde sempre, quando se levam os filhos pela primeira vez à escola, eles choram. Hoje em dia, normalmente são os pais que choram. A cena é comum. É como se esses pais tivessem continuado crianças. Isso acontece porque eles não são capazes de se apresentar como a geração acima da dos filhos. É uma consequência desse novo arranjo social, em que os papéis estão organizados de forma mais horizontal.
Como o senhor avalia essa mudança? Esse novo arranjo é pior do que o anterior?
Jean-Pierre Lebrun: 
Hoje os pais precisam discutir tudo, negociar o que antes eram ordens definitivas. E isso não é necessariamente algo negativo, desde que fique claro que, depois de negociar, discutir, trocar ideias, quem decide são os pais.
Essas mudanças na estrutura social podem influenciar em aspectos negativos como, por exemplo, o uso abusivo de drogas?
Jean-Pierre Lebrun: 
Não há uma relação automática. Os mecanismos pelos quais os indivíduos se tornam dependentes químicos são diversos e complexos. A psicanálise ajuda a identificar alguns deles. Vou dar um exemplo. Manter uma criança em satisfação permanente, com sua chupeta na boca o tempo todo, fazendo por ela tudo o que ela pede, a impede de ser confrontada com a perda da satisfação completa. E isso vai ser determinante em sua formação.
Mas o que essa perda tem a ver com o fato de as pessoas enveredarem por um caminho autodestrutivo?
Jean-Pierre Lebrun: 
É uma anomalia no processo de humanização. Não nascemos humanos, nós nos tornamos. Isso ocorre quando aprendemos aquilo em que somos singulares entre todos os animais que habitam o planeta. Somos os únicos capazes de falar. Não se trata apenas de aprender ortografia ou usar as palavras corretamente. Quando dominamos a faculdade da linguagem, adquirimos uma série de características muito especiais, como, por exemplo, a consciência de que somos mortais. Aprendemos a construir as pontes que levam a um entendimento superior do mundo e de nossa condição. Isso é o que nos diferencia e nos torna completamente humanos. Um desequilíbrio nesse processo pode ter consequências. É aí que entra a explicação psicanalítica para o ingresso no universo das drogas. Aprender a falar, ou tornar-se humano, é algo que não ocorre espontaneamente. É uma reação a uma perda do estado permanente de satisfação completa com a qual somos confrontados na primeira infância. Ou seja, o processo de humanização começa pelo entendimento de que jamais haverá a satisfação completa. É esse o curso saudável das coisas. Se os pais boicotam esse processo, podem estar cometendo um erro.
Com que consequências?
Jean-Pierre Lebrun: Isso faz com que estejamos cada vez menos preparados para lidar com o sofrimento da nossa condição humana. Há séculos que as drogas têm algo de paraíso artificial, como diz Baudelaire. Ou seja, uma forma de se refugiar da dor humana, da insatisfação. As drogas sempre serviram para evitar o confronto com esse sofrimento. Quanto menos você está preparado a suportar as dificuldades, mais está inclinado a se evadir, a recorrer a substâncias, sejam as drogas ilícitas, sejam as medicamentosas, para limitar o sofrimento que vai se apresentar. Com o desenvolvimento da farmacologia, essas substâncias se tornaram muito acessíveis. Isso pode criar distorções. É muito mais simples tomar uma Ritalina para não ser hiperativo do que fazer todo o trabalho de aprender a suportar a condição humana. Quando criança, a pessoa já precisa ser confrontada com a condição humana da perda de satisfação. Dessa maneira, na idade adulta, sua relação com o fim de uma paixão amorosa, por exemplo, tem maiores chances de ocorrer de maneira mais aceitável e menos traumática.

Por que as drogas têm apelo especial para os jovens?
Jean-Pierre Lebrun: 
Eles são mais sensíveis a esse fenômeno porque têm uma tendência espontânea a, quando se tornam adultos, ser novamente confrontados com as dificuldades da existência. É, de certa forma, a repetição daquilo que haviam vivenciado na infância, quando foram, ou deveriam ter sido, apresentados à ideia de perda da satisfação completa, de que não ficariam com a chupeta na boca a vida inteira, por exemplo. Se, no ambiente em que esses jovens vivem, há uma abundância de produtos que funcionam como um meio de evitar essas dificuldades, eles mergulham de cabeça. Como também veem nisso certo caráter transgressivo, todas as condições estão dadas para que eles recorram às drogas.
Costuma-se atribuir o mau comportamento dos filhos à falta da estrutura familiar tradicional, como a que ocorre após uma separação. Qual a exata influência que isso pode ter?
Jean-Pierre Lebrun: Uma família organizada de forma aparentemente harmônica não necessariamente faz de um jovem uma pessoa capaz de conviver e suportar o sofrimento inerente à condição humana. Essa capacidade pode ser pequena em famílias aparentemente realizadas, com estrutura sólida. Assim como pode ser enorme em uma família conflituosa, dividida, conturbada. Por isso, não se deve levar em conta apenas o aspecto exterior da família. O que vale é a capacidade dos pais de fazer os filhos crescer. De incutir-lhes a verdadeira condição humana. Esse é o bom ambiente familiar, independentemente do desenho que a família tenha.
O melhor mesmo, então, é aceitar que a existência é sofrida?
Jean-Pierre Lebrun: O processo é mesmo muito mais complexo do que ocorre com outros animais. Um cão nasce cão e será assim para o resto da vida. Um tigre será sempre tigre. Um humano, no entanto, precisa se tornar plenamente humano. É uma enorme diferença. Esse processo leva uns vinte, 25 anos e está sujeito a percalços. Na Renascença já se falava disso: não somos humanos, nós nos tornamos humanos.
Entrevista por Ronaldo Soares/Veja - 13.03.2015 


Qual é o teu propósito?



"Leva-se 20 anos para se criar uma reputação e cinco minutos para destruí-la.
Se pensar nisso, fará as coisas de maneira diferente."

Warren Buffet

quarta-feira, 13 de maio de 2015

domingo, 10 de maio de 2015

Incrível



"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, 
mas na intensidade com que acontecem. 
Por isso, existem momentos inesquecíveis, 
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. "
Fernando Pessoa

quarta-feira, 6 de maio de 2015