quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Política fiscal: Como a História se repete…


Diálogo entre Jean Baptiste Colbert e Julles Mazzarino sobre cobrança de impostos no Século XVII, durante o Reinado de Luís XIV, traduz a actualidade da estratégia da administração fiscal no Século XXI.
O diálogo:
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros.
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

Fonte: Texto extraído e adaptado do blog “THE BESTS

O poder dos valores...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O que são agências de rating?


Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas ao pai para as vender aos colegas na escola. Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.
Até que um dia já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, por isso ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão lá da escola, um gajo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o a sua agência de rating. Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"... e por aí fora.
A Ritinha já está com uma dívida muito grande e um peso na consciência ainda maior, por isso acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia. Os pais ao perceberem que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não gasta mais enquanto não pagar a dívida contraída.
O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha prolonga o pagamento da sua dívida e o Miguel divide o lucro daí obtido com o Cabeças que, como é o mais forte, é respeitado por todos.
- Texto extraído da internet -

As pequenas coisas da vida...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um Curso Rápido de Economia


Um viajante chega a 1 hotel para dormir e pede para ver os quartos.
Entretanto, entrega ao recepcionista 2 notas de 100 euros.
Enquanto o viajante inspecciona os quartos, o gerente do hotel sai a correr com as 2 notas de 100€ e vai à mercearia ao lado pagar uma dívida antiga, exactamente de 200 euros.
Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro aproveita para pagar a 1 fornecedor uma dívida que tinha há muito... também de 200 euros.
O fornecedor, por sua vez, pega também nas 2 notas e corre à Farmácia, para liquidar uma dívida que aí tinha de 200 euros.
O Farmacêutico, com as 2 notas na mão, corre disparado e vai a uma casa de alterne ali ao lado, liquidar uma dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de 200 euros.
A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel, lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que não havia pago pelas acomodações no valor de 200 euros.
Ela avisa o gerente que está a pagar a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que esperava, pega nas duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!

MORAL DA HISTÓRIA: NINGUÉM QUER ENTENDER A ECONOMIA!
 - texto extraído da internet -

A beleza do potencial humano (2)


A beleza do potencial humano (1)


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O poder da gratidão


Uma Formiga estava na margem de um rio, saciando a sua sede, quando esta foi levada embora pela corrente do fluxo, estando ao ponto de submergir.
Uma Pomba, enquanto pousada numa árvore que pendia sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair no fluxo perto dela.
A Formiga, escalando sobre a folha, flutuou em segurança para a margem.
Logo depois, um caçador de pássaros veio disfarçado e instalou-se debaixo de uma árvore e pôs a sua armadilha para a Pomba pousada nos ramos.
A Formiga percebendo a intenção dele picou-o no pé. Jogando repentinamente ao chão a armadilha, assustou a Pomba que levantou vôo.
Moral: "Um coração agradecido encontrará sempre oportunidades para mostrar o seu reconhecimento."



Fonte: “A Pomba e a Formiga”, fábula de Esopo

Para começar bem o dia...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ninguém é uma ilha


Um membro que frequentava regularmente um determinado grupo de estudos, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas actividades.
Após algumas semanas, outro membro do grupo decidiu visitá-lo.
Encontrou o homem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas vindas ao amigo, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
No silêncio grave que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das achas de lenha que ardiam.
O visitante ia observando as brasas que se formavam. Ao cabo de alguns minutos, cuidadosamente, seleccionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.
O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.
Aos poucos, a chama da brasa solitária diminuiu, até que houve um brilho momentâneo e o seu fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio e morto pedaço de carvão coberto de uma espessa camada de cinzas.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O amigo, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e aparentemente inútil, colocou-o novamente no meio do fogo.
Quase que imediatamente, ele tornou a incandescer, alimentado pelo calor das brasas ardentes em torno dele.
Quando o amigo alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
— Obrigado por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Muito obrigado!

- Autor Desconhecido -

Eu sou capitão de minha alma

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fazendo uma faxina nas emoções...


Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo? E dentro de você?
Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
Cuidado! Esse pode ser um sinal de ‘antiprosperidade’!
Deixe um espaço, um lugar vazio, para que as coisas novas cheguem a sua vida e possam entrar.
Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
Desfaça-se do que não usa mais e não acumule coisas inúteis.
Libere espaço para o novo.
A atitude de guardar coisas inúteis pode amarrar sua vida.
Não são os objectos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.
O facto é que quando se guarda algo, considera-se a possibilidade disso poder faltar amanhã!
Com essa postura, duas mensagens são enviadas para o cérebro e para a vida:
- Primeira: que não há confiança no amanhã e,
- Segunda: que o novo e o melhor não são para você, contentando-se em guardar coisas velhas e inúteis.
Proponho a todos uma faxina básica, pois apesar da trabalheira e do cansaço que provocam, ao final serão sempre bem-vindas as novidades que terão espaço para entrar.
Arejar espaços, fora e dentro de cada um... Faz um bem enorme! Vamos lá? Mãos à obra!!
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você.!
Não permita que ‘entulhos’ emocionais atrapalhem sua felicidade, impedindo-lhe de VIVER e SER plenamente FELIZ!
BOA FAXINA NAS EMOÇÕES A TODOS!
(L.M.T)

Estás Aqui para Ser Feliz!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Autoconhecimento: a tua mais importante viagem




A mais importante viagem que já alguma vez realizaste é certamente a viagem ao centro de ti próprio, a viagem onde lentamente te redescobres, levando a que aos poucos te convertas em alguém mais verdadeiro, maior.
Será nesta viagem que aprenderás a amar-te e a aceitar todas as tuas características; será nesta viagem que aprenderás a mudar as atitudes e comportamentos que aches que já não são indicados para ti, ao mesmo tempo que descobrirás como é maravilhoso olhar em volta e ver que afinal estamos rodeados de pessoas, de amigos que desejam conhecer-nos profundamente.
Ou seja, lentamente, vais aprender a dar um rumo novo e mais certo à tua vida, à tua pessoa, sentindo sempre o amor e a ajuda daquele que mais te admira — Deus.
Contudo, importa salientar que a forma como toda esta caminhada se inicia e desenrola depende só de ti.

Talentos
Faz uma pequena lista de tudo aquilo que pensas ser capaz de fazer com habilidade. Quais serão as que verdadeiramente utilizas? Quais as que poderias aproveitar?

Viver profundamente
Pensa em tudo aquilo que gostarias que os outros recordassem de ti, depois de teres falecido. Agora decide aquilo que deves fazer, para que os teus desejos se tornem realidade.

Objectivos
Se te sentires obstinado pela ideia de que “deves” fazer ou conseguir algo, procura aprofundar o que se passa. Será que estás a ser verdadeiro contigo próprio? Ou será que estás unicamente a desejar ter algo só porque os outros também têm?

Desejos
Os desejos não se tornam realidade unicamente com um golpe de magia. Os desejos são uma criação tua e nascem dentro de ti. Procura planear a tua vida e imaginar qual a melhor forma para conseguires tudo aquilo que desejas. Planear com antecedência, tornará o desejo mais fácil de realizar.

Aquilo que conseguiste
Recorda todas aquelas coisas que conseguiste alcançar na tua vida, o amor que deste aos outros.

Plenitude
Nenhuma outra pessoa te pode fazer sentir tão realizado como tu mesmo. Essa plenitude nasce da paz e da integridade dos sentimentos, crenças, valores e atitudes que existem em ti. Pensa como poderás melhorar ainda mais a forma como todos eles se relacionam e se interajudam para que possas alcançar a plenitude.

Fonte: “Descobre-te a ti mesmo – Pequeno diário para o autoconhecimento”, de Lisa Engelhardt, Paulinas, 2002.

Viste?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Das nossas fraquezas podemos tirar forças!



Havia na Índia um carregador de água que transportava – em ambas as pontas de uma vara que levava atravessada no pescoço – dois potes grandes de barro.
Um dos potes tinha uma racha e o outro era perfeito.
O pote perfeito chegava sempre cheio ao final do longo caminho que ia do poço até à casa do patrão. Mas o pote rachado chegava apenas com metade da água.
E assim, durante dois anos, o carregador entregou diariamente um pote e meio de água em casa do seu patrão.
O pote perfeito, é claro, estava orgulhoso do seu trabalho.
O pote rachado, porém, estava envergonhado da sua imperfeição. Sentia-se miserável por apenas ser capaz de realizar metade da tarefa a que estava destinado.
Depois de perceber que, ao longo de dois anos, não tinha passado de uma amarga desilusão, o pote disse um dia ao homem, à beira do poço:
— Estou envergonhado e quero pedir-te desculpa. Durante estes dois anos só entreguei metade da minha carga, porque a minha racha faz com que a água se vá derramando ao longo do caminho. Por causa do meu defeito, tu fazes o teu trabalho e não ganhas todo o salário que os teus esforços mereciam.
O homem ficou triste com a tristeza do velho pote, e disse-lhe com compaixão:
— Quando voltarmos para casa do meu patrão, quero que repares nas flores que se encontram à beira do caminho.
De facto, à medida que iam subindo a montanha, o velho pote rachado reparou em que havia muitas flores selvagens à beira do caminho e ficou mais animado.
Mas no final do percurso, tendo-se vazado mais uma vez metade da água, o pote sentiu-se mal de novo e voltou a pedir desculpa ao homem pela sua falha.
Então, o homem disse ao pote:
— Reparaste que, ao longo do caminho, só havia flores do teu lado? Reparaste também que quando vínhamos do poço, todos os dias, tu ias regando essas flores? Ao longo de dois anos, eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu patrão. Se tu não fosses assim como és, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.
- Autor Desconhecido -

Para onde vamos?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tão simples como um pão com manteiga!!!



Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata.
A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: "Muito obrigado por este presente, meu amor... Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!"

Moral da história:
1. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe...
2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você...
3. Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.
4. Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também para pais/filhos, amigos e mesmo no trabalho.

... Tão simples como um pão com manteiga!!!

Fonte: texto retirado da página do facebook “Amar faz bem

Paixão e música: Teus olhos brilham?



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Porque fazemos “o que fazemos”?


Numa experiência científica, um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia na escada para pegar nas bananas, os cientistas jogavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros agarravam-no e batiam muito nele.
Algum tempo passou, e nenhum macaco se atrevia a subir a escada, apesar da tentação das bananas.
Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira atitude do novo morador foi subir a escada. Mas foi retirado pelos outros, que o espancaram.
Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.
Um segundo foi substituído e o mesmo ocorreu — tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo da surra ao novato.
Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e, por fim, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas, então, ficaram com o grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles por que eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui”.

Fonte: texto extraído e adaptado de site Gambare

De onde surgem as novas ideias?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O que te acorrenta na vida?




— Não consigo — disse-lhe. — Não consigo!
— Tens a certeza? — perguntou-me ele.
— Tenho! O que eu mais gostava era de conseguir sentar-me à frente dela e dizer-lhe o que sinto… Mas sei que não sou capaz.
O gordo sentou-se de pernas cruzadas à Buda, naqueles horríveis cadeirões azuis do seu consultório. Sorriu, fitou-me olhos nos olhos e, baixando a voz como fazia sempre que queria que o escutassem com atenção, disse-me:
— Deixa-me que te conte…
E sem esperar pela minha aprovação, o Jorge começou a contar.
Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.
No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.
O mistério continua a parecer-me evidente.
O que é que o prende, então?
Porque é que não foge?
Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.
Fiz, então, a pergunta óbvia:
— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?
Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.
Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:
O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.
Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.
Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.
Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.
Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.
E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.
Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…
— E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.
Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.
Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «Não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»
Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca.
Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:
Não consigo e nunca hei-de conseguir.
O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:
— É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz.
A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma… e com toda a forca do teu coração!

Fonte: O Elefante Acorrentado do livro “Deixa-me que te conte. Os contos que me ensinaram a viver”, de Jorge Bucay, Pergaminho, 2004.


I have a dream

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Take Charge of Your Life



1. Olha bem para dentro de ti, toma consciência do teu processo de recuperação e mantém-te sempre aberto ao Espírito. Se escutares atentamente, ouvirás uma voz que brota do teu interior; é a voz do teu melhor conselheiro. As suas indicações são sempre seguras, claras e directas. Permanece atento!

2. É só de ti que depende o poder de te dominares; de controlares a tua mente, o teu corpo, as tuas emoções, o teu autoconhecimento. Toma as rédeas de ti mesmo.

3. Governa a tua mente, mantendo-a sempre aberta a novas experiências. Ela é um instrumento fabuloso para perceber, classificar, organizar, abstrair e transmitir informação.

4. Fortalece o teu corpo. Levanta-te, mexe-te, anda. O teu corpo é um veículo, como um carro. Não dares ao teu corpo a atenção e a direcção que desejas é tão disparatado como deixar que, numa estrada, seja o carro a decidir por onde quer ir.

5. Aceita as tuas emoções. Se tens medo dos teus sentimentos de culpa, de raiva, de desilusão, e do próprio medo, procura avaliá-los e conhecê-los bem. Tenta experimentá-los e vais ver que consegues ultrapassar isso tudo.

6. Constrói um santuário — um local de refúgio dentro de ti — com a tua imaginação. Ele pode incluir qualquer coisa ou quem quer que tu desejes. Podes mudá-lo sempre que queiras. Nesse lugar descobrirás a verdade sobre ti mesmo.

7. Não há nada que possas fazer para te tornares merecedor do carinho e da atenção dos outros; tu já o mereces. Na verdade, isso depende das nossas acções, pensamentos, sentimentos, corpo, emoções ou qualquer outra coisa. Tu mereces o amor dos outros simplesmente porque és tu próprio.

Fonte: Passagens do livro “Ser Responsável”, de Lisa Engelhardt, Paulinas, 2005.

Educação: Mudar de paradigma...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O que tem feito com a sua vida?



Um velho carpinteiro estava para se reformar. Ele contou os seus planos, ao seu chefe, de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com a sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da reforma.
O dono da empresa sentiu que perderia um dos seus melhores empregados e pediu-lhe que construísse uma última casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu, mas com o tempo era fácil ver que os seus pensamentos e o seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão de obra e matérias primas de qualidade inferior.
Foi uma maneira lamentável de encerrar a sua carreira. Quando o carpinteiro terminou o seu trabalho, o construtor veio inspeccionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. "Está é a sua casa" disse ele, "é um presente meu para si."
Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo a sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.
Assim acontece connosco. Nós construímos as nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes não empenhamos o nosso melhor esforço. Então, em choque, olhamos para a situação que nós criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.
Texto retirado da internet

Como a música pode transformar as pessoas



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Recomeçar…




É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou.
Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendida, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou.
É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel.
É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.
Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras.
Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força.
Para todo fim um recomeço.

Texto extraído do livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry